Adidas Parte Para o Ataque

Na maior campanha de marketing de sua história, a Adidas abandona a postura de boazinha e finalmente parte para o ataque.
Hoje vou falar de um assunto que eu gosto de verdade: Futebol. Como acompanho há um bom tempo, posso dizer sem medo de errar que a Adidas está se tornando a maior referência quando o assunto é futebol, camisas de jogo, chuteiras, meiões. Digo isso não somente pelo design, mas também pela qualidade.

Confesso que a última vez que fui comprar um par de chuteiras, optei pela Nike. E isso contradiz meu post de hoje, pois estou comprovando o sucesso da marca Adidas. Mas aí que chega o seguinte ponto: comprei essas chuteiras em 2008~2009.  Onde a Nike era, ainda, a maior referência no âmbito futebolístico e de moda casual também com tênis, camisetas.

Atualmente, a americana Nike, líder mundial, com 19 bilhões de dólares em vendas produz campanhas normalmente embaladas por músicas que remetem a energia, mostram todas as nuances do dia a dia do esporte — não apenas vitórias edificantes mas também atletas que se machucam ou explodem de raiva diante do fracasso. Do outro lado fica a alemã Adidas, segunda maior do setor, com faturamento de 16 bilhões de dólares. Ao contrário da Nike, os alemães optaram por tratar o esporte em suas campanhas de marketing de forma mais, digamos, civilizada — o tom sempre foi o da “superação”.

A Adidas tem uma força muito grande não apenas no futebol, ganha poder em diversas vertentes do esporte. E acho que as propagandas feitas são muito bem produzidas, além de tudo, são bonitas e isso ganha o consumidor. É lógico que há um exagero de luzes pra lá e pra cá, mas é exatamente isso que ganha o consumidor.E outra tem atores para isso: No futebol tem o maestro francês Zinedine Zidane ; Messi , no Basquete tem Kobe Bryant ; Dwight Howard e juntamente com estes, produziu uma propaganda muito interessante com a cantora Katy Perry e o rapper B.o.B .
Obviamente, essa propaganda tem intenção de atingir os americanos, pois estes cantores tem muito sucesso nos EUA. Lá, é um reduto natural da Nike que conta com 36% de participação de mercado (a fatia da Adidas, segunda colocada, é de 21%). Mas não quero discutir nem entrar neste ponto no post.

ADIDAS IS ALL IN  

O comercial de 2 minutos traz uma série de cenas com mascotes de times de futebol se agredindo, lutadores de boxe sangrando e atletas soltando gritos de guerra ancestrais. Tudo isso misturado a cenas de ensaios da cantora Katy Perry e shows do rapper BoB em inferninhos (ambos são patrocinados pela Adidas).
Pela primeira vez em 64 anos de história, as três linhas de negócios da companhia — originals, performance e style — juntaram-se numa mesma campanha, batizada All in.
A agressividade nas telas foi vista como um sinal daquilo que a Adidas transformou em seu maior objetivo de negócio: tornar-se a maior empresa de material esportivo do mundo até 2015. (A meta, aliás, foi escrita em letras garrafais nas paredes dos escritórios de todas as subsidiárias da companhia.) 

“Nunca tivemos uma estratégia mundial dedicada a um único objetivo”, diz Rodrigo Messias, diretor de marketing da Adidas no Brasil.  Uma pesquisa mundial realizada ao longo de 2009 com mais de 1 000 pessoas mostrou que, para o cliente final, não fazia a menor diferença se determinado produto pertencia a uma ou outra linha. Para ele, bastava saber que se tratava da Adidas.
“Era comum que um jovem usasse produtos da Adidas para praticar esportes e sair à noite”, diz Lu­kas Derksen, vice-presidente e sócio da agência canadense Sid Lee, responsável pela campanha.

O passo seguinte foi testar a aceitação de astros patrocinados pela marca em todos os principais mercados. No Brasil, a preocupação recaiu sobre o craque argentino de futebol Lionel Messi. “Surpreendentemente, os brasileiros são simpáticos ao jogador”, diz Márcio Oliveira, vice-presidente de atendimento e operações da Lew’Lara/TBWA, agência de publicidade da Adidas no Brasil.
Alguém se lembra daquele jogo aqui no Brasil em que o Messi foi ovacionado num Brasil x Argentina ? Pois é, o garoto tem força até com seus rivais. O sucesso do menino fez que ele fosse o astro da propaganda F50 da Adidas. Nela há Zidane e Messi, o mestre e o aprendiz. Há várias propagandas, mas essa foi uma das que mais gostei:



Eu não tenho certeza do que vou dizer, mas acho que a cor da chuteira já foi pensada pela cor da camisa da Argentina. Ou seja, tem tudo a ver com o Messi. A câmera tem muito contraste e saturação, dá muito foco à cor azul. É impressionante como são bem produzidas essas propagandas.
Produziram uma  que destaca, sobretudo, a preocupação em ganhar o público infantil, adaptando as histórias em quadrinhos aos astros do futebol.
Escolhi apenas essa, mas tem muitas com Kaká, Lampard entre outros. O nome é The Ultimate Search  em que Zidane procura astros para formar um time de futebol. E para isso, mostra a história de todos até chegar onde estão hoje. Essa foi produzida para Steven Gerrard, jogador inglês, estrela do Liverpool.

E, por último, juro, uma propaganda muito legal da final da Copa Del Rey disputada na última quarta-feira (20) em que o Real Madrid venceu o Barcelona por 1 a 0.
Na propaganda temos Daniel Alves, David Villa, Messi, Xavi maestros da Catalunha e os  madrilenhos Xabi Alonso, Granero, Arbeloa, Di María, os protagonistas do El Clásico.

A campanha na TV é o carro-chefe no esforço de marketing da Adidas, mas não o único. A empresa vem trabalhando para atingir um público mais jovem, na faixa dos 14 aos 18 anos de idade. (Tradicionalmente, seu cliente mais fiel está na faixa dos 30 anos.)
Para isso, remodelou sua linha de produtos, introduzindo cores mais berrantes em roupas e tênis, e elevou a produção nacional de alguns itens, de modo a deixá-los mais baratos. Além disso, inaugurou sua primeira loja exclusiva para mulheres em fevereiro, em Seul, na Coreia do Sul.
Afinal, para vencer a Nike também é preciso não perder a ternura jamais. Há quem diga que mostrar lutadores  de boxe sangrando passa dos limites para o público infantil. Opinião minha: Claro que sim, porém, vai mostrar boxe como? Um lutador fazendo carinho no outro? Não né… mas sempre tem alguém para encher o saco. Hahaha.

Adidas Football no Facebook acompanha os times que patrocina além de mostrar novas campanhas. É isso aí galera, fico por aqui.

Ser malvado é um bom negócio para a Adidas 
Assim, espera superar a Nike até 2015.

E você? O que achou da intenção da Adidas? Opine aí ! 

PS: Partes do texto foram tiradas e adaptadas de Exame.
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Sobre Lauro Lacorte
Portfólio - http://behance.net/lauroots

4 Responses to Adidas Parte Para o Ataque

  1. Mario Antonio Rubio says:

    Ola tenho um boxer da categoria amadora, em breve passara para profissional, esta sem patrocinio.

  2. Alcides says:

    Boa Lauro! Gostei muito do texto, acho que a Adidas está certa, buscando seu espaço.

    Parabéns pelo blog um abraço.

  3. Geane Aguiar says:

    Gostei da iniciativa. Tudo evolui, muda um dia.

    Aguardo a sua visita.
    Beijos, e boa noite o/

  4. Pingback: Adidas Parte Para o Ataque « Pensativo e Opinante | Follow News

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